A Sra. McConaughey

Ela já foi doméstica e garçonete. Hoje é modelo, casada com um astro de Hollywood e mãe de dois filhos, tem um programa de TV e entre um desfile e outro, vive cercada de famosos e sob a mira dos paparazzi. Quem é a mineira Camila Alves

 

Guilherme Torres – Especial para Revista Encontro

 

Toda menina, um dia, já quis ser modelo. Com Camila Alves não foi diferente. Mas, nem nos mais ousados sonhos de adolescente obstinada pelas passarelas ela poderia imaginar chegar tão longe. A menina, filha caçula (tem um irmão) de um casal de classe média, nasceu em Belo Horizonte e, até os 15 anos, viveu no bairro Cidade Nova, zona nordeste da capital. Quando saía daqui, era para passar as férias escolares nas cidades natais do pai e da mãe, em Itambacuri e Governador Valadares, ambas no interior de Minas.  Só aos 16 anos, em 1998, veio a primeira viagem internacional. Junto com a mãe, foi visitar uma tia, modelo que morava em Los Angeles, nos Estados Unidos. A viagem significaria muito mais e, no fundo, Camila também já sentia: não voltaria tão cedo ao Brasil.

Ainda quando era namorada de Matthew, em 2008, Camila fez ensaio sensual para a capa da revista Homem Vogue. Na entrevista, a primeira gravidez e revelações sobre a vida conjugal da brasileira com o astro do cinema americano

 

Com o apoio da tia e da mãe, resolveu tentar a sorte nos Estados Unidos, na época sem saber uma palavra em inglês, que foi aprimorado através do convívio e de um curso quase gratuito que fazia, pois o dinheiro era curto. Enquanto esperava a regularização dos documentos para tentar a vida como modelo, Camila foi atrás de emprego para se manter. O primeiro trabalho foi como faxineira em apartamentos e até casas de três andares com piscina interna e externa, nas quais ela fazia de tudo, limpava, lavava, passava e cozinhava. Sempre buscando novas oportunidades, a menina começou a trabalhar como garçonete e dividia seu tempo entre um restaurante de culinária mexicana e outro italiano, sete dias por semana, muitas vezes até as três da madrugada. Segundo Camila, o que a “salvou” foi trabalhar em lugares com linguagem predominante parecida com o português, pois assim conseguia se comunicar sem muitos problemas. Nessa época, para economizar mais algum dinheiro, ela conta que já chegou a comer restos de comida deixados pelos clientes.

Depois de três anos e meio morando em Los Angeles, e finalmente com o visto para trabalhar como modelo em mãos, a mineira sonhadora, então com 19 anos, em 2001, revolveu tentar a sorte em outro lugar. Mudou-se sozinha para Nova York, onde dividia um apartamento com outras sete garotas também aspirantes a carreira. Lá, Camila foi de porta em porta tentar uma chance em todas as agências da cidade e o “não” era categórico. Somente na última empresa, a Manager Model’s, ela conseguiu o ‘sim’ e o primeiro trabalho veio seis meses depois, modelando para a grife Jockey, que rendeu até um outdoor enorme, em plena avenida Times Square, para delírio de Camila. “Foi uma época muito difícil, mas nunca pensei em desistir. Cheguei a cogitar mudar de ramo, trabalhar em outra profissão, mas sempre tive muito suporte e apoio da minha família e isso me fez persistir. Eu sentia que tinha algo de bom guardado pra mim”, conta Camila Alves em entrevista exclusiva a Encontro, de Malibu, reduto das celebridades, que fica no Condado de Los Angeles, Califórnia, onde mora hoje.

Festa para a imprensa: família reunida e passeando pelas ruas de Los Angeles. “Tem paparazzi na porta da minha casa o dia todo”,conta Camila.

Descoberto o potencial da menina e já trabalhando como modelo em campanhas mundiais de grandes grifes, como a de moda-praia Billabong, Dior Cosméticos, DKNY, Levi´s e Palmolive, Camila não sabia que o melhor ainda estava por vir. Em uma saída com amigos para uma festa em Hollywood sua vida definitivamente mudou. Naquela noite, em 2006, quando tinha 24 anos, ela conheceu ninguém menos que o astro do cinema americano, o ator texano Matthew McConaughey, 37 anos, considerado na época o solteiro mais cobiçado do mundo, segundo a revista americana People. Para quem não está ligando o nome a pessoa, Matthew começou a carreia em 1993 e já atuou em quase 30 filmes. O mais recente, em 2009, protagonizou a comédia romântica, Ghosts of Girlfriends Past  (As Minhas Adoráveis Ex-Namoradas). “Foi uma coisa bem espontânea. Nós nos olhamos e tivemos a chance de conversar. Ao contrário do que a imprensa diz, ninguém nos apresentou. Coincidentemente, depois de um ano juntos, descobrimos um amigo em comum”, revela a modelo.

Depois de algumas saídas na companhia de McConaughey, Camila, mesmo muito discreta, atraiu todos os holofotes da imprensa americana. Afinal, quem era aquela morena que fisgou o coração do bonitão? O que intrigava também era o fato do ator ser o retrato do solteiro convicto e conhecido pelo sucesso com as mulheres e breve romances, inclusive com muitas celebridades, como as atrizes Penélope Cruz, Sandra Bullock, Ashley Judd e Janet Jackson. Além disso, era considerado avesso a filhos e casamentos, conforme declarou um amigo próximo a um dos tablóides americanos que especulava a união do ator com a modelo brasileira.

 

Uma mineira no “red carpet”. Camila Alves ao lado do marido, o ator Matthew Mcconaughey na festa do Oscar 2011, em fevereiro.

O fato é que o romance decolou, o ator entrou na linha, o affair virou namoro oficializado para imprensa em abril de 2007, quando foram morar juntos em um trailer (Airstream) do ator, estacionado a beira-mar, em Malibu. Ele dizia não querer comprar uma casa e ir morar com Camila. Mas sim construir algo em conjunto e que tivesse a essência dos dois, além da fase no apertado trailer ser a prova de que eles dariam certo. No mesmo ano Camila engravidou do primeiro filho e, em 7 de julho de 2008, nasceu Levi, hoje com 3 anos. A criança motivou a mudança para uma para uma casa, também na sossegada Mabilu, recanto do ator, que depois da união se tornou mais caseiro por influência de Camila, que curte levar uma vida simples e até abre mão de babás e empregadas. “Camila me ajuda a ficar mais em casa de noite” disse ele em entrevista a um programa americano. Para a revista americana Esquire, Matheew, declarou mais uma seu amor pela brasileira e disse que família é prioridade em sua vida. “Eu achei a mulher que eu gostaria de formar uma família, com quem espero viver para sempre”.

A união, mesmo sem um casamento oficial (fato que incomodava a bela, pois cresceu com a ideia de casar na igreja vestida de véu e grinalda) serviu na época também como mais um trampolim para a carreira promissora. Sempre sob a mira dos paparazzi e nos mais badalados red carpets do mundo, a beleza e os murmurinhos sobre a top atraíram os olhares de produtores de TV. “Fui convidada para um teste, fiz e depois me falaram que eu tinha passado. Foi uma experiência muita legal, nunca tinha feito antes”, lembra.

Camila à frente do reality show de cabeleireiros Descabelados. Primeira brasileira a apresentar um programa na rede de televisão americana e mais de um milhão de espectadores.

Sucesso nos Estados Unidos, ela estreou como apresentadora no comando da terceira temporada do reality show Shear Genius, com mais de um milhão de espectadores, exibido no Brasil pelo canal pago Liv com o nome Descabelados . “O programa é recorde de audiência, mas tive que ralar muito no começo. Fazer televisão aqui é bem diferente dos formatos de apresentação do Brasil”, conta Camila, que destaca o orgulho de ser a primeira brasileira a ter um programa da rede nacional de televisão dos Estados Unidos.

Apesar do sucesso do programa e do carisma e desenvoltura de Camila diante das câmeras, a chegada da filha Vida, em janeiro de 2010, tirou a apresentadora de cena. “No ritmo das gravações eu já cheguei a acordar às cinco da manhã e trabalhar até meia-noite. Agora, com dois filhos pequenos, não dá para continuar. Mas ainda voltarei para a televisão e também tenho muitos projetos nessa área”.

Eleita no começo de 2010 como a mamãe mais sexy do ano pela grife Victoria´s Secret, a modelo e apresentadora também já atacou como atriz. Fez uma pequena participação no filme Neve pra Cachorro, de 2002, e foi convidada a fazer o teste para interpretar a Bond Girl em 007 – Quantum of Solace, de 2008, que teve o papel interpretado por outra atriz. Camila também já participou de clipes musicais de artistas de hip hop como Chingy, em 2006, e Ne-Yo, em 2007. Empreendedora, lançou há sete anos a Muxo, marca de bolsas em sociedade com a mãe, que também mora em Los Angeles.

Embora tenha diminuído o ritmo de trabalho por causa dos filhos, Camila Alves não para. Hoje, além de uma marca de bolsas, modela, e mantém um projeto social para com viés na educação formadora dentro das escolas. Além disso, pensa em criar uma campanha no Estados Unidos “no formato do Criança Esperança, da TV Globo”,  para ajudar crianças carentes brasileiras. Com passagens esporádicas pelo Brasil, Camila esteve por aqui, em junho, a trabalho, em campanhas de marcas de roupas e acessórios e ainda cumpriu longa agenda com a imprensa brasileira. “Nunca tive muito tempo de ir no Brasil. Agora quero ir e ficar mais, trabalhar e também curtir”.

 

A apresentadora Hebe Camargo entrevista e paparica Matthew e Camila durante evento badalado que homenageou a carreira do ator Morgan Freeman, em junho, na Califórnia.

 

Sobre Minas, onde nasceu e foi criada, Camila diz: “Tenho família em todo lugar de Minas. Em Belo Horizonte, encontro uma paz muita boa. Para mim, não há lugar melhor, adoro as pessoas e o jeito mineirinho de ser. É um dos lugares em que ainda consigo ir e vir tranquilamente, e manter minha privacidade, coisa que nos Estados Unidos não tenho”. E é para cá que ela pensar em viver quando se aposentar, diz Camila. Sobre o assédio da imprensa americana que estampa o nome dela, hoje com 29 anos, e de Matthew McConaughey, 42, todos os dias na mídia, Camila se mostra tranqüila e parece não deixar a fama fazer sua cabeça: “Tem paparazzi na porta da minha casa o dia todo, mas tento levar minha vida da forma mais normal, curtindo meus filhos e meu marido”.

A batida perfeita

Por Guilherme Torres

Para a Revista Encontro

À prova do tempo

Dez anos depois de lançar moda em BH, a boate naSala ainda ocupa o topo do seu segmento e abriu caminho para outras casas noturnas

Guilherme Torres

Para Revista Encontro

 

* Flávio Borges

No movimentado e esmagador mercado do abre e fecha do entretenimento noturno, que se acentua quando nos remetemos a Belo Horizonte, uma boate resiste ao tempo e à concorrência, sempre atual: a naSala. Inovação talvez seja a palavra que melhor define a proposta dos irmãos Bruno e Flávio Carneiro, Giuliano Laucas e Rodrigo Ferraz, no ano de 2000, quando essa sensação começou. Murmurinhos rolavam entre a galera que compõe a classe alta da cidade sobre a tal nova boate com conceito de exclusividade e inspiração internacional que se instalaria, imagine, no estacionamento de um shopping localizado em uma BR, na zona sul da capital. “Lem­bro-me da primeira vez que fui ao clube: um grande buraco vazio no estacionamento do Ponteio (Lar Shopping)”, con­ta o designer e criador da marca Gustavo Greco, um dos muitos talentosos profissionais escolhidos a dedo para alavancar aquele projeto.

Quem vê a naSala hoje, imponente em sua marca e no topo do seu segmen­to, seguramente não se lembra de como ela nasceu, em meio a um mercado de boates que tinha vida útil de aproximadamente oito meses na capital, quando somente poucos e muito bons sobreviviam a essa expectativa. Com isso, a ideia teve antes uma espécie de “laboratório”. Pelas mãos do mesmo grupo de festeiros e com a participação do saudoso Marcelo Marent, foi aberto o Clube MTV, um inferninho que de agosto a dezembro de 1998 foi sucesso em Belo Horizonte. Era uma casa que se enquadrava perfeitamente na realidade daquele tempo, quando a cena underground reinava absoluta na noite, mas que por decisão do grupo teve somente seis meses de vida, para evitar que possivelmente fosse engolida pelo mercado dali a poucos meses.

* Flávio Borges
Embalando a moçada com um house contagiante, Válber é residente da naSala há quase 10 anos e virou referência na cidade quando o assunto é música eletrônica
 
 
Com o objetivo de atingir padrões inéditos de qualidade, profissionalismo e estrutura, o grupo escolheu o shopping Ponteio para instalar a nova casa que a cidade receberia, sua sofisticação, foco em arquitetura, decoração de alto padrão e localização influenciaram na escolha. “Tínhamos que oferecer facilidade, segurança e nada podia ser problema para as pessoas frequentarem”, conta o gestor da casa, Bruno Carneiro.

Incertezas também rondaram o projeto. Bruno lembra que sentiu medo da boate não agradar. “Isso é o imprevisível do mercado, às vezes se contrata o melhor arquiteto com um projeto lindo, o melhor DJ, trazendo várias inovações e simplesmente o público não gosta, acon­tece”. Para evitar esse e outros transtornos, antes de abrir a casa, a equipe, cuidadosamente selecionada, passou por mais de 120 horas de treinamento. “Gerir um time bom é muito difícil, pois os questionamentos são todos de profissionais bem preparados e uma falha pode ser fatal para o comando da equi­pe”, ressalta Bruno.

Com o mesmo grupo de amigos da época do Clube MTV, e agora agregando o empresário Rodrigo Ferraz, a naSala foi inaugurada em grande estilo no dia 17 de agosto. O convite para seu lançamento era uma disputada almofada de couro vermelha, fazendo alusão a uma sala de estar aconchegante, intimista e sofisticada, que teve projeto arquitetônico desenvolvido por Gustavo Penna, um dos arquitetos mais renomados do país. “Nós queríamos quebrar a maldição que boate em BH durava, se muito, oito meses. Queríamos algo que se justificasse para as pessoas como permanente. E isso, claro, custava mais do que o amadorismo cenográfico dos inferninhos e nos fez passar um ano planejando todas as ações e pesquisando mui­to o mercado”, relembra Bruno.

* Geraldo Goulart
Donos da noite: Bruno Carneiro, Giuliano Laucas, Flávio Carneiro e Rodrigo Ferraz, apostaram em um mercado não muito promissor no começo da década.
 
 
Apesar do que muitos pensam, o conceito elitizado e internacional de club não nasceu na cidade com a naSala. Antes da jogada de mestre do quinteto, Roberto Jácome, o Jajá, havia trazido o modelo para cá com a extinta e também concorrida L’Apogée que durou seis anos e que hoje ostenta a bandeira forte da Roxy, uma das maiores boates da cidade, no coração da Savassi.

O foco em fidelizar o cliente, este sim, foi aprimorado pela boate, criando laço com um público fiel e mais seleto, trazendo de volta pra pista quem não saía mais para boates na cidade. Reflexo disso são os 350 sócios-frequentadores que a boate, possui hoje, pagando uma significativa quantia anual para regalias e mimos especiais, e outras mais de 100 pessoas que esperam uma desistência para se associarem. O advogado Sérgio Leonardo e a esposa Duda Recoder fazem parte desse time dos privilegiados. Sócios da boate desde o primeiro ano, a casa também foi palco dos primeiros olhares entre os dois em julho de 2003 e marcou o romance tantas vezes embalado pelo DJ Váber. “Depois da reforma e da mudança de foco da antiga L’Apogée a cidade estava carente de opção de alto nível, com atendimento especial e público classe A, e a naSala supriu essa demanda”, conta Sérgio Leonardo. Duda recorda também que existia uma grande expectativa para a abertura, mas também pairava no ar novamente aquela dúvida sobre cada novo empreendimento de entretenimento em BH: “Quanto tempo vai durar? Porém, a naSala se mostrou imbatível nesses 10 anos. Houve outras tentativas, mas nenhuma tão bem sucedida”. Depois do casamento e com a chegada filho, Leonardo conta que as idas do casal à casa diminui, “mas deixar de ser sócio e perder o direito de ir quando quiser, com todas as regalias? Nem pensar!”, brinca o advogado, relembrando que de 2003 a 2007 eles iam pelo menos uma vez por semana à boate.

A inspiração internacional foi um grande chamariz para esse público. Atra­vés dos olhos atentos de Bruno, mais de 120 casas já foram visitadas no Brasil e no mundo a fim de se colher o melhor de cada uma para incorporar à boate. Por essas e outras a naSala já foi indicada, por dois anos consecutivos, como uma das cinco melhores boates do Brasil na categoria “Club” (casas até mil pessoas) pelo prêmio Cool Awards, que seleciona os melhores do ano em entretenimento, música e moda por meio de votação aberta. Além disso, a naSala é reduto de famosos. A boate já recebeu atores e modelos e, recentemente, foi noticiada como palco da traição, que teria sido o motivo da separação da atriz Deborah Secco com o jogador Roger.

* Cláudio Cunha
Sócios desde 2000, Sérgio Leonardo e a esposa Duda Recoder: “Foi onde nosso namoro começou”, diz ele
A casa tornou-se também referência em música eletrônica, não só em BH, mas no cenário nacional. “Nem São Pau­lo supera o trabalho que foi feito de 2005 a 2010 na boate” ressalta Bruno. Nada mais do que 22 dos 25 maiores nomes da música eletrônica passaram por lá, como, o DJ número 1 do mundo, Ties­to, além de Fat Boy Slim, Moby, Sharam, Sasha, Feed Le Grand, Booka Shade, Ste­ve Angelo, Paul van Dik e outros.

Duas vezes por semana e há quase 10 anos, quem dá vida à pista da boate é o DJ Válber. O residente da naSala virou referência na cena eletrônica, conquistou fãs e lançou tendências. “Foi amor à primeira vista, ou melhor à primeira pista”, brinca o DJ, relembrando o convite feito a ele por Flávio Carneiro para conhecer a nova casa. Na boate, Válber focou-se na house music, estilo preferido do público, “e até hoje não importa a vertente, pode ser funk, soulful, electro, tech, sendo house com certeza vai agradar sempre”, conta Válber, que já fez muitas músicas caírem nas graças do público.

Outra grande sacada são as parcerias que enchem os olhos de quem frequen­ta o local. Marcas mundialmente conhe­cidas associaram sua imagem à da naSala, muitas, inclusive, sem ter como foco primário o mercado noturno, porém reconheceram a excelência e sucesso do projeto.
 
Com o decorrer do tempo, a naSala, acabou tornando-se sólida empresa de megaeventos, saindo dos limites do Ponteio e até da capital. Festas que levam a assinatura na nS Eventos, como as promovidas no balneário de Escarpas de Lago, viraram sinônimo de diversão e requinte. Paralelamente, a e-Spirit, lançada em 2005, também comandada por Bruno Carneiro, traz a Minas festas de destaque e sucesso mundial como a Pacha, a HedKandi, Tiesto, o maior festival de música eletrônica do país, a Creamfields, Circuito Peugeot e outras, suprin­do com êxito a demanda de entretenimento em BH.

Para soprar as velinhas, a direção está produzindo uma festa especial no mês de agosto, dia 14. Como já era de esperar, a noite será de gala, promete agitar a mo­çada e ser das mais concorridas do ano. Para os curiosos, má notícia: a temática do b’day será guardada até os últimos instantes, o “segredo” é o carro-chefe da noite e com isso a festa será remodela­da, fazendo jus ao suspense e contará com um presente especial para os sócios-frequentadores.

Meu querido bicho estranho

Animais de estimação exóticos são considerados dóceis e ótimos companheiros para quem tem pouco espaço em casa

Por Guilherme Torres

Para a Revista Encontro

Todo mundo adora ter um bichinho de estimação em casa. Eles alegram o lar, fazem o papel de companheiros e até são comprados por recomendação médica. Porém, o caso de amor entre homem e animal não fica restrito aos bichinhos domésticos que todos estão acostumados como cachorro, gato, passarinhos ou peixes. Mais do que se imagina, muita gente prefere algo diferente, exótico, porém o carinho e afinidade, eles garantem, são o mesmo. Para esses fãs dos animais atípicos, cuidar de cobras, iguanas, hamsters, furões, pássaros, jabutis, tartarugas, chinchilas e muitos outros é uma tarefa divertida, que atrai curiosos, e divide opiniões e gostos dentro de casa.

Porém um estudo alerta para o cuidado que animais domésticos exóticos e silvestres requerem. Algumas vezes eles podem representar um risco de saúde para as crianças e adultos com sistema imunológico deficiente. Os pediatras recomendam que as famílias com crianças com menos de cinco anos particularmente vulneráveis evitem ter animais em casa. Embora tê-los possa ser positivo para os pequenos, um grande número deles como as tartarugas e os hamsters podem propagar doenças, bactérias e parasitas.

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Para Mariana Werkema, 9 anos, a aventura de ter um bichinho diferente é saudável e começou quando a mãe viajou durante um mês para o exterior. “Eu estava muito triste, sentindo a falta da minha mãe, então pedi ao meu pai um bichinho de estimação. Ele relutou, mas acabou deixando eu comprar  dois hamsters. Me apaixonei, eles me deixam mais feliz” conta a Mariana.

Os hamsters, que são animais exóticos provenientes da África e Ásia, foram batizados pela garota de Lola e Dori. Apesar da mãe não ter aprovado a compra em um primeiro momento, depois elas ganharam a simpatia de todos em casa.  “Antes ela torcia o nariz,  agora já passa a mão e brinca”. A manutenção e cuidado são mais simples do que com um gato ou cachorro. Uma vez por semana, Mariana troca a serragem da gaiola onde eles vivem. Já os alimentos são renovados diariamente. A dieta é a base de frutas e biscoitinhos.

* Eugênio Gurgel

O veterinário Pablo Pezoa:. “Alguns animais exóticos apresentam hábitos noturnos, estando mais ativos no período em que a família está em casa

Apesar dos hamsters não terem necessidade de passear, ela solta a dupla em casa, mas sem tirar o olho deles. “É divertido, eles correm a casa toda, além disso, me fazem companhia, pois sou filha única” conta a menina que ressalta ainda a vontade quase unânime dos colegas de classe de ter um bichinho diferente “quem não tem acha fofo e quer ter, porém muitos pais não deixam”.

Já Júlio Meiron, 28 anos, artista plástico, optou por algo ainda mais exótico e talvez perigoso na opinião de muitos. Desde 2005 ele tem uma jibóia fêmea de 1,70m, batizada de Hedwig. A compra do animal de tipo silvestre surgiu quando ele decidiu usar uma cobra para apresentar seu trabalho de conclusão de curso em artes plásticas na Universidade de São Paulo (USP). Júlio conta que não vê perigo algum em ter um animal de estimação desses. “Nossa relação tem afeto, mas não é como ter um cachorrinho. É mais como  ter um peixe, porém com contato físico”. O artista plástico mora com mais dois amigos, e conta, que eles já se acostumaram com a companhia da cobra, que ele deixa solta às vezes, apesar dos fatos inusitados. “Quando minha amiga veio morar comigo, a jibóia tinha fugido. Naquela época, ela ficou morrendo de medo de ter um encontro inesperado pela casa.  A jibóia ficou desaparecida por uma semana, depois um condômino do prédio a viu passeando  do outro lado do muro, na casa vizinha. O vizinho chamou os bombeiros e só fui pegar a cobra de volta no Instituto Butantã”.

Apesar de não ser venenosa, a jibóia já picou o dono e o amigo “Ela só come camundongos vivos, um por semana, e se ficarmos com o cheiro deles nas mãos ela pode confundi-las com comida e atacar, é instinto”. Com seis anos de vida, Hedwig já teve até direito a seus 15 minutos de fama. Por Júlio ser artista plástico e participar de exposições, ele a levou para um de seus trabalhos no Senado, em Brasília, na época em que o Renan Calheiros era presidente da casa. “Expus uma escultura de acrílico transparente (na verdade, o terrário que projetei para Hedwig morar) e, na abertura da exposição, levei a jibóia e a coloquei lá dentro, causando um imenso tumulto de políticos, público e jornalistas. Hedwig foi vista como uma crítica aos escândalos de corrupção no Senado, foi uma forma de protestar sobre a necessária renovação do congresso, já que a cobra é um animal que troca de pele. Claro que acabei expulso da exposição” conta rindo o artista plástico.

* Cláudio Cunha

Mariana é filha única e encontrou na dupla de hamsters, Lilo e Dori, companhia para as horas de lazer em casa: “Eles me deixam mais feliz”

Júlio diz ainda que gosta de tudo no animal. “O fato de ela não ser tão agitada e não dispender tanta energia é ótimo. Ela transmite emoção, mas de outras formas. Hedwig adora ficar perto do corpo quente da gente, já que ela é um animal de sangue frio”.

A cobra foi comprada em um pet shop de São Paulo. “Ela já vinha com licença porque, na época, era permitido vender jibóias nascidas em cativeiros por estabelecimentos  registrados. Hoje este comércio está proibido, mas, para quem comprou na época em que não estava, pode continuar com o animal” destaca.

Casados há quatro anos, Karina Monteiro, 33 anos, enfermeira e Alexandre de Magalhães, 37 anos, virologista, ainda não tem filhos, porém criam três simpáticas chinchilas, que são consideradas as crianças da casa. Onofre foi o primeiro, um presente do pai de Alexandre, que tem criação de chinchilas, após a morte do animal, o casal decidiu adquirir outro, tamanho foi o afeto criado com a espécie. “Gostamos muito e compramos uma fêmea , a Bony, depois nasceu a Lilo  e  agora ganhamos um macho, o Rudiny. As chinchilas são muito dóceis, carinhosas com o dono, mas levam um tempinho para se  acostumarem. ao ambiente. Elas não mordem, apenas mordiscam levemente  para terem contato com a gente, atendem pelo nome e pedem carinho. Além disso tomam banho em carbonato de cálcio três vezes na semana e são animais sem cheiro e muito limpinhos”. A única dificuldade em criar um animal exótico é encontrar um  veterinário que entenda do bicho, ressalta Karina, “quando adoe ce é um transtorno”.

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As tartarugas são animais fáceis de criar: se alimentam principalmente de folhas verdes e precisam tomar sol

O gosto das pessoas pelos animais silvestres e exóticos no Brasil e no mun do é considerado tão grande e de pouco conhecimento que o médico veterinário Pablo Pezoa, resolveu abrir uma empresa de assessoria e consultoria quem lida com esses animais.

O trabalho de Pablo funciona como um suporte para quem tem animais diferentes “Aqui nós trabalhamos com assistência para quem possui esse tipo de pet em casa, orientando o manejo e, especificamente, na questão clínica que é  pouco conhecida pela  maioria dos criadores”.

O veterinário ainda dá dicas de como comprar e cuidar de um animal exótico ou silvestre. A primeira regra é sempre verificar se o animal apresenta nota fiscal e conferir, no caso de aves, se a anilha fixa no pé corresponde a que está na nota, além de adquiri-los de local idôneo. Na dúvida, vale  checar no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o criatório. “Caso contrário a pessoa pode estar cometendo um crime tendo um animal sem origem comprovada, prevista na Lei de Crimes Ambientais, contra a fauna”. Mas para quem já tem um animal silvestre em cativeiro sem licença ou nota fiscal, a dica é primeiramente cuidar bem do bicho, fornecendo a ele alimento e acomodação adequados e, sobretudo, não adquirir outro, sem a devida permissão, autorização ou licença do instituto.

* Eugênio Gurgel

Casados há quatro anos, Karina e Alexandre, ainda não tem planos para ter filhos, por enquanto, o carinho e atenção são dados integralmente ao trio de chinchilas que o casal cria e trata como crianças

Já com relação aos cuidados com os bichinhos, Pablo ressalta que é importante saber sobre a biologia da espécie que se está adquirindo.  Ler sobre os aspectos da vida livre como hábitos sociais, nutrição e tipo de ambiente onde ocorrem.

Como na maioria das vezes são animais que não expressam muita emoção, para saber quando estão doentes ou a hora certa de levar ao veterinário deve-se monitorar o interesse deles pela alimentação, condição corporal, fezes e pele. Uma consulta anual com um especialista é recomendada para ser realizado exame parasitológico.

Sobre a relação com os bichinhos diferentes, Pablo explica que animais exóticos são excelentes companheiros para crianças e para quem mora em apartamento. “Eles normalmente apresentam hábitos noturnos, estando mais ativos exatamente no período em que a família está em casa”. Outra dica para se ter sempre um animal manso em casa é criá-lo desde poucos dias de nascido “Quando a pessoa alimenta o animal como se fosse uma mãe, ocorre um processo denominado de imprinting que consiste em uma ‘impressão’ no cérebro do animal de que a pessoa que o alimenta pertence à mesma espécie, ocorrendo uma interação muito maior entre animal e família”.

* Arquivo pessoal

A artista plástico Julio Meiron e Hedwig, sua jibóia: “Não é como ter um cachorrinho, é como ter um peixe. Nossa relação tem afeto, mas de outras formas”
Apesar de parecer menos comum esse tipo de criação, o veterinário se surpreende com o vínculo criado entre dono e bicho. “É impressionante o amor que as pessoas desenvolvem por algumas aves como araras, papagaios e calopsitas, em especial os papagaios, a ave mais vendida no Brasil e no exterior, seguida das araras, periquitos, micos, tartarugas e tucanos. Brinco sempre que é comum as pessoas elogiarem seus cães dizendo que “eles fazem tudo, só faltam falar”. O que dizer dos papagaios? Eles fazem tudo e ainda falam!”. São animais inteligentes, com o lobo frontal do cérebro bem desenvolvido, semelhante ao dos mamíferos. Os répteis, contudo, já são animais que interagem bem menos com as pessoas. Porém, temos diversos clientes que asseguram que o animal os reconhece e até pedem carinho”.

Além de veterinário, Pablo também tem seu animalzinho exótico. Desde o começo do ano ele cria um simpático rosela, uma espécie de pássaro, originário da Austrália. Ele conta que a ave já faz parte da família. “Já tivemos calopsita, chinchilla e coelho. Mas a única que aprendeu a assobiar o hino do Corin thians foi este!” conta rindo.

O profissional alerta ainda que quem compra animal sem procedência pode estar matando, indiretamente, em torno de nove outros animais. Segundo dados da WWF, o Brasil é um dos países do mundo que mais exporta animais silvestres ilegalmente. É um negócio que movimenta mais de  1 bilhão de dólares e comercializa cerca de 12 milhões de animais anualmente. “Para os traficantes, um animal é como se fosse um objeto, morreu, joga fora e retira outro da natureza”. Além disso, pessoas que desejam criar animais exóticos ou silvestres, devem procurar um profissional habilitado para registrar um criatório legal em sua propriedade, podendo abrigar um ou mais animais encaminhados pelo IBAMA que sofreram com o tráfico. Hoje, o instituto permite a criação mantenedora de qualquer tipo de animal, como macacos, aves, répteis e outros, desde que, tenha um viveiro que atenda as necessidades da espécie e um responsável técnico.

Quem é o quê

Animal silvestre
São pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro.

Exemplos: mico, morcego, quati, onça parda, tamanduá-bandeira, ema, papagaio, arara, canário-da-terra, jibóia, jabuti e outros cujo acesso, uso e comércio é controlado pelo Ibama.

Animal exótico
Sua distribuição geográfica não inclui o território brasileiro. As espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas, em estado selvagem, também são consideradas exóticas.

Exemplos: leão, zebra, elefante, urso, ferret, javali, tipos de tartatugas, cacatua, arara-da-patagônia, escorpião-do-nilo, entre outros.

Animal doméstico
São animais que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico tornaram-se domésticos, possuindo características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem.

Exemplos: gato, cachorro, cavalo, vaca, porco, pato,  galinha, carneiro, canário-belga, periquito-australiano, escargô, mandarim, agapornis, entre outros.

Teve até show do Zezé…

Pela primeira vez em sua história, a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano cantou numa festa de casamento. Aconteceu em BH, numa das festas mais chiques que a cidade já viu

Por Guilherme Torres

Para a Revista Encontro

Imagine uma festa de casamento suntuosa, regada a champagne francesa Moet & Chandon, uísque escocês 12 anos, vinho  Bordeaux safra 2006, jantar com cardápio de opções de comida da terra (galinha-d’angola, cordeiro, pato e filé) ou do mar (lagosta, camarão, bacalhau, robalo e salmão), tudo isso num espaço com vista para cidade e decoração impecável. O casamento de Cristiane Leonardo e Bernardo Câmara Vianna foi assim. Ou melhor: teve mais. Uma apresentação inédita e exclusiva da dupla Zezé di Camargo & Luciano, que pela primeira vez apresentou-se numa festa de casamento.  Por tudo isso, o evento já é considerado uma das festas mais chiques que a cidade já viu.

* Barbara Dutra
Os noivos Cristiane Leonardo e Bernardo Vianna no palco do AltaVila, com o cantor: presente de casamento também para os convidados

 

“Foi o melhor casamento que já fui”, diz o empresário Alisson Lessa, festeiro de todas as horas. “Sai de lá as 6h da manhã”.  Alisson tem conhecimento de causa. Recebe convites e participa de pelo menos cinco festas de casamentos por mês – “e faço questão de enviar presentes para todos”, ressalta ele. “Esse casamento tinha tudo do bom e do melhor, um serviço impecável e o mais importante: alma”,  diz. “O clima era tão alegre que parecia que todos se conheciam”.
 
Trazer Zezé di Camargo & Luciano, contudo, não foi fácil. “Foram mais de  seis meses de negociação”, disse o advogado Sérgio Leonardo, irmão da noiva, um dos responsáveis pela organização da festança. Para contratá-los, Sérgio recorreu a um velho amigo, Renato Azeredo, próximo da dupla sertaneja desde os tempos em que foram contratados para fazer a campanha do pai de Renato, Eduardo Azeredo, a governo de Minas.  Depois dos primeiros entendimentos, começou a fase de quebrar a desconfiança. O empresário e o produtor da dupla vieram a BH conhecer os contratantes e, principalmente, o local onde seria realizada a festa. “Eles queriam ter certeza de que seria um evento de alto nível”, diz Sérgio. “O receio era de que a luz e o som não tivessem qualidade ou que as pessoas pudessem avançar neles”.

* Barbara Dutra
A dupla fez show de quase duas horas e tocou seus maiores sucessos para uma animada pista de dança. Ao fundo, o casal Marcelo e Vânia Leonardo, pais da noiva
 
 

No dia 22 de maio, dia do casamento, Sílvio Luciano, empresário da dupla, voltou para BH, desta vez para ir à festa. “Esse é o mesmo local que você me trouxe?, perguntou, brincando, para Sérgio Leonardo. “Está muito diferente, está  maravilhoso”. A satisfação da equi­pe de Zezé e Luciano foi recompensada. O contrato previa 1h20 de show. Mas a cantoria durou quase duas horas. “Não podíamos estrear melhor”, disse Zezé. “Essa família se tornou muito querida, temos amigos em comum, além de Belo Horizonte ser uma cidade especial para nós”.

A família não revela a cifra investida para a realização da boda. Especialistas em cerimoniais, contudo, calculam que o regabofe tenha custado perto de 1,5 milhões de reais. Depois do show da dupla, a noite foi embalada pelos DJs André Andróide e Válber, que esquentaram a pista até as cinco da manhã.

Foram 1.300 convidados, dos quais 20% faltaram. Entre amigos e familiares, nomes importantes da política e do empresariado mineiro (veja fotos na páginas 38 e 39).
O espaço foi totalmente transformado pelas mãos de Denise Magalhães, da Verde Que Te Quero Verde, responsável pela ambientação e decoração de todos os eventos da família. Para dar mais pompa, paredes foram cobertas por gigantes espelhos, teto e piso revestidos de vermelho, criando um clima mais intimista e evidenciando a cor da paixão. O dourado foi usado em sofás e poltronas que ornavam o ambiente, que teve tapetes persas, dezenas de majestosos lustres de cristal, candelabros suspensos, velas e grandes arranjos de rosas, orquídeas e azaléias, dando ares românticos ao ambiente. Mesas em vidro transparente e charmosas cadeiras em acrílicos do designer Louis Ghost deram um toque moderno ao espaço, que contou ainda com uma ampla pista de dança, palco e um grande painel de LED de 4m x 8m, que reproduziam as fotos da cerimônia. O bufê ficou a cargo do Macielina Buffet, dirigido por Maria Eny Ramalho, banqueteira oficial da família, que brindou os convidados com o jantar  Mar e Terra e quitutes refinados na sobremesa.
 
Cristiane vestia um modelo em tule, com bordado oriental e cristais, joias em ouro branco, brilhantes e pérolas, criação de Águeda Chaves. A boda consumiu cinco dias para ser montada e dois para ser desfeita. “Foi perfeito”, disse a noiva, depois da festa e antes de seguir de lua-de-mel para o sul da Itália e Paris.
 
Esse não foi o primeiro grande casamento da família Leonardo. Há quatro anos, na boda de Sérgio, houve show do Skank. Por trás destes eventos, os pais da noiva, o advogado criminalista Marcelo Leonardo e sua mulher Vânia (box ao lado). Quando acabou a festança de Cristiane e Bernardo, os convidados saíram carregando um alento. O buquê da noiva caiu nas mãos de Caroline Leonardo. A outra filha solteira do casal. 
A família 7007
* Barbara Dutra
Vânia e Marcelo Leonardo: anfitriões da badalada festa de casamento que marcou a cidade

 

A festa de casamento de Cristiane e Bernardo revela muito do estilo e  caracterís­ticas do casal Marcelo e Vânia, que a promoveu. Em primeiro lugar, ninguém realiza even­to desta magnitude sem dinheiro. Advogado criminalista, Marcelo Leonar­do é uma das estrelas que brilham no direito penal brasileiro. Dono de uma formação exemplar, hoje detém carteira de clientes que inclui grandes empresas e diversos nomes da sociedade mineira e paulistana, principalmente. Entre seus clientes, um nome recente lhe conferiu ainda mais visibilidade: Marcos Valério, o pivô da cri­se do “mensalão”.
 
O gosto pelo direito penal veio ain­da no berço. Marcelo, 55 anos, é filho de Jair Leonardo, dos mais renomados  criminalistas mineiros. Decidiu inves­tir na carreira quando percebeu que os  principais nomes dessa área do direito, quando ele era estudante, tinham idade superior a de seu pai. Faltavam, no mercado, jovens talentos. Foi essa a direção que ele tomou. Determinado e perfeccionista, passou em primeiro lugar no vestibular da UFMG, no início da década de 70. Foi aluno de destaque até se formar, quando ganhou o Prêmio Rio Branco, conferido aos melhores alunos da Faculdade de Direito da UFMG.
 
Ainda jovem, assumiu o escritório de advocacia da família, para que o pai pudesse se dedicar à função de desem­bargador. Depois tornou-se professor da faculdade em que estudou e, mais adiante, presidente da OAB/MG (Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Minas Gerais).

“Meu pai faz as coisas com extre­ma seriedade e dedicação”, diz o filho Sérgio Leonardo, o terceiro advogado criminalista da família. “Somos três gerações de penalistas”, diz. Marcelo tem hábitos refinados. Gosta de frequentar bons restaurantes e de carros de luxo. Atualmente, é proprietário de um Audi Q7, um dos três existentes na cidade, de cor preta e placa com final 7007. Todos na família têm automóveis pretos e de placa final 7007. Até o no­vo genro já comprou o seu. Trata-se de carro menos luxuoso, mas a cor e a placa, inconfundíveis.
 
Todos esses traços – dedicação, lu­xo, hábitos sofisticados – estavam lá, presentes na festa da filha Cristiane, cuja mãe, Vânia Leonardo, 56 anos, é o extrato da mulher fina e atenciosa. Lembra nomes, agradece presentes com de­talhes, faz tudo para agradar. Advo­gada, estudou na mesma escola do ma­rido, onde o conheceu. Além da admi­nistração do escritório, vive para a família. “É o esteio de nossa casa”, diz Sér­gio. Festeira, Vânia é do tipo que adora receber. Sempre que precisa, usa os mesmos fornecedores há quase 20 anos. “Eles me conhecem e sabem do jeito que gosto de tudo”, diz. “Tem da­do certo”. A julgar pela festa da filha, tem mesmo.

Temporada caipira

Confira as festas juninas mais quentes de Belo Horizonte e Nova Lima

Por Guilherme Torres

Para a Revista Encontro

Trazida para o Brasil pelos portugueses ainda durante o período colonial, porém com grande influência de elementos culturais chineses, espanhóis e franceses, a festa junina nasceu das festividades em homenagem aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio, durante todo o mês de junho. Os santos são populares, porém a festa tradicional com muita comida típica, quadrilha, forró, leilões, bingos e o casamento caipira, ganhou ares de requinte e marca tradicionalmente a estação mais charmosa do ano nos quatro cantos do país. Na maioria das cidades, as festas ocupam toda a agenda de entretenimento do mês e seguem o estilo mais tradicional nos grandes clubes, embaladas ao som das melhores duplas sertanejas no país. Já nas boates, a data é mais um motivo para cair na balada e dançar ao som do bom e velho eletrônico, mas claro, em clima de “arraiá” com decoração de balões, bandeirinhas e comidas típicas. Confira a seleção que Encontro preparou das melhores festas juninas da cidade.

Arraiá do Expressinho
* Divulgação

Com decoração verde-amarela, em clima de Copa do Mundo, o “Arraiá do Expressinho” chega à sua 20º edição de sucesso no Mix Garden, dia 19. A festa contará com os shows da dupla sertaneja João Lucas & Diogo, Frejat (foto) e Banda e nas pickups os DJs Fábio Mendes e Leandro Rallo comandarão os sucessos da noite. Atração à parte será o puxador de quadrilha, que junto com casais de personagens tipicamente a caráter, liderarão a famosa quadrilha que não pode faltar. O arraial será open bar, com uísque, vodca, cerveja, refrigerante, quentão, água, sucos, e claro, as deliciosas comidas típicas, café da manhã e ainda massagem do espaço SPA Mais Vida no fim da festa.

www.mixgarden.com.br
19 de junho, às 22h30
Rua Projetada, 654
Jardim Canadá – Nova Lima
Informações: (31) 3281-2779

Arraiá do PIC
* Orlando Bento

Com as tradicionais barraquinhas de comidas e bebidas típicas, a edição 2010 da festa junina do PIC terá diversão e confraternização para toda a família com apresentação de quadrilha, música, decoração típica (foto) e até um parque de diversões. A novidade este ano é deliciosa presença do festival Sabor de Butiquim com 10 bares tradicionais de Belo Horizonte servindo seus tira-gostos. Para animar o público, três bandas se apresentarão: Trio Balancê, a dupla sertaneja Diogo & Danilo e Banda Toque de Classe. Na boate, os DJs Leandrinho e Ricardo Lima esquentam a pista.

www.pic-clube.com.br
26 de junho,  19h
Rua Ilha Grande, 555 – bairro Jardim Atlântico
Informações: 3516-8282

Festa Junina de Escarpas do Lago
* Divulgação

Dando partida aos agitos no feriado de Corpus Christi, acontece no dia 4 mais uma edição da festa junina da naSala no Clube Campestre de Escarpas, em Capitólio, embalada por um misto de sertanejo e house music. A edição este ano vem repaginada, com decoração especial para transformar o clube em um grande cenário sertanejo e caipira. A festança será open bar e trará ainda barraquinhas recheadas pelos quitutes típicos da festividade. A noite contará ainda com muita diversão, no local haverá brinquedos que remetem à infância e a típica festa como pula-pulas, touro mecânico e outros. A noite será conduzida pela dupla Frederico & Cristiano, além do house music comandado pelos residentes da naSala, Válber e DJ Rodolfo Brito (foto).

www.nasala.com.br
4 de junho,  22h30
Clube Escarpas – Escarpas do Lago – Capitólio/MG
Informações: (31) 3286-4705

Festa Junina Chevals
* Weber Pádua

No dia 26 de junho, é a vez da 3ª edição da Festa Junina Chevals. O evento, que espera receber duas mil pessoas, contará com shows da banda de forró Menina do Céu (acima), a dupla sertaneja Rick & Ricardo, o DJ de house, Lucas “Yoshi” Rennó e uma animada quadrilha. A festa será open bar com vodca, cerveja, sucos, água, refrigerante, comidas típicas salgadas e doces. A festa contará ainda com uma ação social, a campanha do agasalho. Os convidados poderão doar peças de roupa de inverno que serão repassadas para entidades filantrópicas e encaminhadas a famílias carentes.

www.juninachevals.com.br
26 de junho, 21h
Centro Hípico Chevals Condomínio Vale do Sol – Nova Lima
Informações: (31) 3281-5791

Arraiá do Minas TC
* Divulgação

Uma das mais tradicionais e concorridas festas da época, a festa junina do Minas Tênis Clube, que reúne todos os anos cerca de 20 mil pessoas, acontecerá em dois dias, 25 e 26 de junho, na Unidade II. Nas barraquinhas montadas pelo clube, delícias típicas e muita música não faltarão. Na sexta-feira, dia 25, atrações musicais de variados estilos prometem agradar a todos os gostos ao som do cantor e compositor Almir Sater (foto) e da Banda Brasil 70. Já nas quadras de peteca, a animação fica por conta da dupla sertaneja Diogo & Danilo, Banda Êxito e o cantor Salvatore. Além dos shows, uma superboate, com DJs e VJs, será montada e haverá ainda um grande espetáculo pirotécnico. No dia seguinte, sábado, dia 26, a partir das 16h, é a vez do arraial da criançada, que terá as animadas quadrilhas dos alunos. A diversão dos pequenos ficará ainda melhor com as barraquinhas de pescaria, argola, boca do palhaço, tiro ao alvo e brinquedos infláveis. Às 19h, nas quadras de peteca, a Banda Êxito, fecha com chave de ouro a edição de 2010 da Festa Junina do Minas.

www.minastenisclube.com.br
25 de junho, 21h, e 26 de junho, 16h
Avenida Bandeirantes, 2.323 bairro Mangabeiras
Informações: (31) 3516-2000

“Arraiá du Crube”
* Bruno Soares

A 7ª edição da festa junina do Clube Chalezinho, que acontece dia 9 de julho, às 23h, prometem encerrar, com chave de ouro, a temporada das festas temáticas na cidade. A noite caipira também terá serviço open bar, incluídos vodca, cerveja, caipis, refrigerante, citrus, água, sucos e rum; além de  variedade de comidas típicas. Balões, bandeirolas, palhas e bambus criarão o clima para o “Arraiá du Crube”, que terá no comando da festança a dupla sertaneja Rick & Ricardo (acima). Já conhecidos da galera do Clube Sertanejo aos domingos, os dois irmãos de Juiz de Fora trazem no repertório os sucessos do sertanejo universitário e os clássicos eternizados pelo gênero. A festa terá ainda o residente da casa, DJ Siman, com o melhor do house music.

www.clubechalezinho.com
09 de julho, 23h
Alameda da Serra, 8 – Seis Pistas
Informações: (31) 32863155

CONVITE AO PERIGO

Em Minas, venda e uso das pulseirinhas do sexo podem ser proibidos por lei

Por Guilherme Torres

Para a Revista Encontro

* Eugênio Gurgel

Na moda, coloridas e aparentemente inofensivas, as pulseirinhas de silicone, que surgiram na Inglaterra com o nome de shag bands (“pulseira da transa”), passaram a oferecer risco para os adolescentes no Brasil. Meninos e meninas de todas as idades vestem o adorno sem saber o perigo que podem estar atraindo para si. A brincadeira consiste em um jogo onde se usam as pulseiras de determinadas cores e romper uma delas significa submeter o portador a realizar um ato correspondente à cor da mesma. Por exemplo: a cor amarela é abraçar; a preta é manter relação sexual.  A regra é clara e funciona quase como um pacto entre os jovens e o cumprimento dos favores sexuais são levados a sério. A brincadei­ra perigosa virou caso de polícia depois que uma menina de 13 anos foi estuprada e abusada sexualmente por quatro rapazes, um de 18 anos e os demais menores, em Londrina, no norte do Paraná.

Segundo psicólogos, as pulseirinhas precisam de atenção redobrada e pode ser uma boa oportunidade para se ter uma conversa aberta com os filhos sobre sexualidade. Para a psicanalista Zilda Machado, a questão já começa pela criação e venda de tais objetos consumidos pelas crianças, como a moda que veste as meninas de mulheres cada vez mais precocemente. “É a própria sociedade que está produzindo isso”, diz a psicanalista.  Por outro lado, tornar-se homem ou mulher é um trabalho psíquico que desperta a criança para a sexualidade. Portanto, brincadeiras com cunho sexual fazem parte desse processo, tais como brincar de médico ou de “verdade ou consequência”. O problema que está havendo nessa “brincadeira” é que aquilo que para a criança poderia estar somente no limite do jogo está ultrapassando a barreira. Querer agir não tem problema. “O desejo é isso mesmo. Só não pode é passar ao ato, é preciso esperar, dar tempo ao tempo. É essa conversa que os pais podem ter com seus filhos”, explica Zilda Machado.

Em Belo Horizonte, Bia, como prefe­re ser chamada, escapou por pouco da armadilha perigosa que se tornaram as pulseirinhas. “Eu  realmente não acreditei que essa polêmica iria tomar uma proporção tão grande e que nós poderíamos correr algum risco”, afirma ela. Bia, de 18 anos, foi seguida por um homem quando voltava da aula, às 22h30. Ao cruzarem na calçada, ela notou que ele direcionou o olhar para o  braço que segurava os livros e estava com aproximadamente dez pulseirinhas. Continuou andando, ele a chamou. “Comecei a caminhar mais rápido e notei que ele vinha atrás. Antes que eu pudesse correr ele segurou meu bra­ço e perguntou se eu curtia brincar de pulseirinhas. Não entendi nada na hora e nem fiz ligação com a pulseira que estava usando, mas ao tentar me esquivar, acabei pisando em falso e caí na rua. Chorei e gritei; ele então se assustou e correu”, diz Bia, que está com machucados espalhados pelo corpo e mais visíveis na barriga, mãos e pernas. “Um acessório inocente virou um risco à vida”, constata a estudante.

* Geraldo Goulart

A empresária Débora Ozório conta que as pulseiras viraram febre entre os pré-adolescentes, mas depois de todos os absurdos cometidos em função da brincaddeira, apoia a proibição: “Prefiro abrir mão dos lucros”

A estudante Ana Carolina B. Q., 15 anos, preferiu parar de usar as pulseiras antes que algo mais sério acontecesse. Apesar de achar o adorno legal e estar na moda entre os colegas, ela não sabia seu real significado e preferiu seguir as orientações dos pais e da direção da escola em que estuda. “Fiquei com medo de usar as pulseiras e alguém arrebentar e me obrigar a fazer algo; além disso tornou-se vulgar usá-las”, resume.

Dona de uma papelaria no bairro da Floresta, na zona leste de Belo Horizonte, a empresária Débora Ozório conta que as pulseiras viraram febre entre a moçada pré-adolescente e as vendas do adorno são ótimas. As cores mais fortes, relacionadas com práticas sexuais, são as mais procuradas. “Não tenho mais as cores preta e vermelha”, afirma Débora, que já vendeu centenas de pulseiras, pois sua loja está localizada próxima a grandes colégios estaduais, municipais e particulares da capital mineira. Mas, depois de todos os absurdos relacionados ao acessório ela prefere abrir mão do lucro e não comercializar mais as pulseiras. “Sou a favor de proibir a venda e mes­mo sem lei não vamos mais vender, não faz parte da minha conduta”, diz Débora. “Quase sempre quem compra são pré-adolescentes menores de 15 anos de idade, são crianças sem nada na cabeça ainda, eles não medem que isso se tornou ameaça”.

A diversão entre adolescentes acabou se transformando em brincadeira arriscada. “Além de perigoso, tornou-se vulgar usar as pulseirinhas de silicone”, diz Ana Carolina

Procurada pela reportagem, as diretorias dos colégios Loyola, Santo Agostinho e Bernoulli informaram que estão atentas ao uso das pulseiras, porém ain­da não foi preciso tomar nenhuma medida. “Até o momento as pulseirinhas de silicone não significaram nenhum problema, os alunos decidiram por con­ta própria não usar o adorno”, explica a assessora de comunicação do Colégio Santo Agostinho, Graziela Cruz.

Já a coordenadora do ensino fundamental do Colégio Bernoulli, Tânia Araújo, também afirmou que a prática do uso das pulseiras ainda não faz parte da realidade dos alunos, e com isso não foi necessário nenhum posicionamen­to da instituição perante os estudantes, mas caso haja alguma ocorrência com relação ao acessório o colégio irá propor uma atitude. Por sua vez, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informou que não há uma posição oficial com relação às pulseirinhas de silicone. A responsabilidade, segundo a assessoria de comunicação da secretaria, fica a cargo da direção das escolas, que deve avaliar a situação dos alunos e também os pais devem ficar mais atentos. Já o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude do Esta­do de Minas Gerais (CAO-IJ) declarou que no estado ainda não houve nenhuma denúncia formalizada de abuso com relação às pulseirinhas, e por isso, nenhu­ma medida foi instaurada.

A polêmica também já começa a tomar corpo e a pautar ações políticas na cidade. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte, os vereadores Reinaldo “Pre­to Sacolão” (PMDB) e João Oscar (PRP) estão em alerta para frear o uso e comercialização na capital. O requerimento para realização de audiência pública já foi feito pelo vereador João Oscar e aprovado pela Comissão Parlamentar, e discutirá os riscos da utilização, por parte de crianças e adolescentes, das pulseiras coloridas. A data sugerida foi o dia 20 de maio.

Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o deputado Célio Moreira (PSDB) é quem tomou a frente com relação ao veto da pulseira, que já está com medida tramitando na casa. O projeto de lei nº 4.434/2010 dispõe sobre a proibição da comercialização e distribuição das pulseiras e o não cumprimento da lei implicará multa de cin­co mil Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) e, em caso de reincidência, cassação da licença de funcionamento do estabelecimento que fornecer o produto. Segundo o deputa­do, a justificativa para a criação do projeto de lei é que as referidas pulseiras parecem inofensivas, mas não são. “A verdade irrefutável é que esses adereços foram criados com uma finalidade e um apelo de marketing que vincula seu uso ao jogo sexual que envolve menores. Além disso, deixa nossas crianças e adolescentes ainda mais expostas aos pedófilos”. O deputado ressalta ainda que criou um substitutivo ao projeto para coibir a entrada do adereço em escolas públicas e particulares do estado, por meio de orientação dos diretores, pais e professores.

Entenda o jogo:

Verde:
sexo oral a ser praticado pelo rapaz

Preta:
sexo com a menina na posição papai-mamãe

Branca:
a menina escolhe o que quiser

Amarela:
um simples abraço

Laranja:
dentadinha de amor

Roxa:
beijo com a língua – talvez sexo

Rosa:
mostrar os seios

Vermelha:
dança erótica a curta distância

Azul:
menina faz sexo oral

Dengue na onda dos games sociais

Por Guilherme Torres

Para SES/MG

A rede de relacionamento mais famosa do Brasil, o Orkut, se tornou o mais novo aliado no combate à dengue. Agora, usuários da rede podem participar do jogo DengueVille, em que são ensinadas maneiras de combate ao mosquito. A intenção, além de brincar e interagir com os amigos, é claro, colocar em prática as ações de extermínio ao Aedes Aegipty. O DengueVille segue o modelo do Farme Ville, com milhões de membros no fenômeno da rede, o Facebook. O público-alvo do aplicativo é a população que gosta passar horas nos games sociais e no orkut, porém não se envolve muito com o assunto e os perigos da dengue, o que vale é interagir e por em prática. No dia em que foi lançado, só nas duas primeiras horas de funcionamento, o joguinho recebeu quase 600 acessos. Hoje, o game conta com mais de 600 mil pessoas jogando e tem uma média de visitas diárias de 80 mil usuários, além disso, está na lista dos aplicativos mais populares do site.
O jogo acontece em nove cenários: uma casa, uma área pública (bairro com rua/ casas/ praça/lote vago), uma Unidade Básica de Saúde (UBS), obra, hospital etc. Em cada um deles, o usuário recebe uma missão, como por exemplo: esvaziar garrafas e pneus, colocar areia nos pratos das plantas, cobrir caixas d’água, mobilizar e ajudar os vizinhos entre outras. A escolha do orkut para receber o Dengue Ville foi pelo fato de, além de ser um dos favoritos entre os sites de relacionamento é o mais acessado no Brasil.

Como instalar:

Acesse http://dengue.nu/orkut ou então siga os seguintes passos:
1. No menu do seu usuário, clique em Mais, ao lado de Vídeos.
2. Em seguida, selecione Adicionar apps.
3. Agora, basta escrever DengueVille no campo de busca.
4. Ao encontrar, clique em Add Aplication para adicionar o jogo ao perfil.

Como jogar:

1. Selecione um avatar.
2. Para jogar, passe o mouse sobre os objetos e clique em todos que ficarem em destaque. Ali estão os focos da dengue.
Os objetos vão de plantas (com os pratinhos cheios de água parada), passando por bromélias e até piscinas abandonadas.
2. Depois de clicar, você vai receber uma confirmação de que realizou a ação e vai ganhar pontos.
O objeto clicado tem um tempo de manutenção. Esse tempo varia de acordo com a pontuação da ação, podendo ser minutos ou até dias.

140 caracteres contra o mosquito

Para quem não é fã dos joguinhos online, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais também desenvolveu estratégias para ajudar no combate à dengue microblog Twitter. Dois perfis foram criados: @denguemosquito e @matadordadengue. A brincadeira funciona assim; o perfil @denguemosquito adiciona perfis relacionados às cidades mineiras com maior número de casos. Depois, a galera seguida pelo mosquito receberá uma mensagem informando que a dengue está lhe seguindo e que, para se proteger, deverá clicar no link enviado na mensagem. Ao clicar no link, o usuário deixará de ser seguido pelo @denguemosquito e poderá seguir o perfil do @matadordadengue. Ao seguir o @matadordadengue, você poderá ficar por dentro das informações sobre o combate à doença, tão séria que pode até matar.

SES reforça a segurança e eficiência da vacina contra a Influenza A H1N1

Por Guilherme Torres

Para o SES-MG

Créditos: Ramon Jader/SES-MG

SES reforça a segurança e eficiência da vacina contra a Influenza A  H1N1

Vacinar ou não? Muitas pessoas podem estar se questionando se devem ou não ser imunizadas contra a Influenza A H1N1, em decorrência de boatos que estão circulando na internet. Sobre isso, a Coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Tânia Brant, afirma que a vacina é segura e esclarece que ela já é conhecida e usada no Brasil desde 1999. “Nós fazemos essa vacina no Brasil e a composição é muito semelhante à da gripe normal e já foi aplicada em mais de 300 milhões de pessoas no mundo. Não é uma vacina nova, ela é usada todos os anos, o que muda agora é o vírus, nesse caso é o H1N1”.

O Ministério da Saúde reforça a eficiência e a importância da vacina e esclarece, em sua página na internet, as principais dúvidas sobre a vacina.  Além de ressaltar que as substâncias contidas nas vacinas não causam danos ao ser humano. O Ministério da Saúde, por meio da Agência Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Vigilância Sanitária classificaram como irresponsável os boatos que afirmam também que a origem do vírus da gripe pandêmica seria uma criação em laboratórios para gerar lucros maiores para as indústrias farmacêuticas, através de remédios e vacinas e inclusive com intuito de genocídio. “Não tem fundo científico o que estão dizendo,” ressalta a coordenadora Tânia Brant.

Um das maiores polêmicas levantadas no texto que circula na internet, que põe em cheque a eficácia da vacina e seus riscos, é a de que sua composição contém as substâncias mercúrio e óleo de esqualeno, definidos no texto como “altamente tóxicos” e que “afeta o sistema imunológico”. Porém, a Agência Vigilância Sanitária (ANVISA) garante que concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente na hora da punção repetida no frasco multi-dose. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na Tetravalente indicada contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e na Tríplice Viral, vacina contra Caxumba, Rubéola e Sarampo. Além disso, a quantidade de mercúrio no organismo não aumenta, pois é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções.

Segundo a estudante Flora Araújo, 20 anos, o e-mail a deixou assustada em relação à vacina, “decidi não me imunizar até que li este comunicado do Ministério da Saúde, o que me tranqüilizou. Agora percebi que essas afirmações não passavam de alarme falso e me vacinei tranquilamente”. A estudante afirmou, ainda, que não teve qualquer reação com a vacina, “recomendo que todos tomem a dose”, completa.

Outros questionamentos equivocados são sobre a vacina causar autismo em crianças pelo timerosal, que desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas, a especulação foi derrubada em 2004, pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos que convocou um comitê de Revisão de Segurança em Imunização concluindo que a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo não procede.

Questões como a de que a vacina só tem eficácia se for aplicada em três doses também não são verdadeiras.  Estudos comprovam que a vacina é efetiva em apenas uma dose. Somente as crianças entre 6 meses e menores de 2 anos devem tomar duas meias doses da vacina contra a Influenza H1N1, sendo que a segunda meia dose da vacina é aplicada 30 dias depois da primeira meia dose, para estarem protegidas do vírus da Influenza H1N1.

Com relação à “má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina”, o Ministério da Saúde explica que a dose é segura e indicada para a gestante em qualquer idade gestacional. Na vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro de má formação fetal relacionada à vacina. Esta indicação foi ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Até o momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto.

A única contra-indicação relevante para a vacina e divulgada pelo Ministério da Saúde é para as pessoas que são altamente alérgicas à gema de ovo e que não podem tomar vacinas produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como as vacinas contra a Febre amarela, gripe comum e a Influenza A H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em que procuram um posto de vacinação.

Novidade

A campanha está utilizando a internet. Desde o primeiro dia de vacinação, o internauta pode se cadastrar no Ministério da Saúde, informar sua faixa etária e pedir para ser avisado por email da data de sua vacinação. O serviço está acessível também em sites comerciais onde a campanha será veiculada. A meta é imunizar 91 milhões de pessoas.

Confira o calendário da vacinação:

Profissionais de saúde e indígenas – 8 de março a 19 de março
Gestantes, doentes crônicos e crianças de 6 meses a 2 anos – 22 de março a 2 de abril
Jovens de 20 a 29 anos – 5 de abril a 23 de abril
Idosos (mais de 60 anos) com doenças crônicas – 24 de abril a 7 de maio
Adultos de 30 a 39 anos – 10 de maio a 21 de maio

Natural Musical começa 2010 com novidades

Projeto que financia e apoia a música independente no país, começa 2010 com novidades, novos artistas, portal de música, programa de rádio e turnês individuais.

Por Guilherme Torres

Especial para o Ragga Drops

Nos cinco anos do projeto Natura Musical, comemorados nesta terça-feira, dia 30, com coletiva de imprensa realizada no Porão das Artes, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o parabéns ficou também para os 130 projetos que já foram apoiados pela empresa; descobrindo, lançando e dando oportunidade para quem tem talento para a música, porém não dispõe de recursos para dar o pontapé inicial na carreira. “Acho que chegou a hora de darmos mais um passo e ampliar o projeto para que possamos levar mais música brasileira para mais pessoas” disse José Vicente Marino, vice-presidente da Natura.

Na edição 2010, a ideia, segundo Renata Sbardelini, Gerente de Marketing Institucional da Natura, é sair do circuito Rio-São Paulo e atingir outras regiões do país, visando a inclusão social através da música. “Tivemos um cuidado muito grande nesse período de termos uma representação da música brasileira que trouxesse uma boa formação musical, etapas bem sucedidas de produção, chegando até a gravação do CD ou DVD”.

Ainda serão lançados projetos que fazem parte do edital do ano passado, como a turnê de Scandurra com banda Cidadão Instigado, o álbum “Feito Para Acabar”, de Marcelo Jeneci, o CD comemorativo dos 35 anos de carreira e parceria da dupla Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho, e o Festival In-Edit Brasil, que passa pelo Rio de Janeiro, de 2 a 8 de abril.

Iniciativas relacionadas indiretamente com a música também estão sendo apoiadas pelo projeto, um dos destaques para esse ano é o filme “A Música Segundo Tom Jobim”, previsto para estrear no mês de dezembro. O documentário irá apresentar pela primeira vez nos cinemas, a obra e a vida do compositor e maestro, Tom Jobim. A direção é da neta do cantor, Dora Jobim e Nelson Pereira dos Santos e curadoria de Paulo Jobim.

Artistas renomados no cenário musical brasileiro como Arnaldo Antunes, Vanessa da Matta, Carlinhos Brown, Dona Ivone Lara e outros revelaram planos e os novos projetos apoiados pela empresa de cosméticos. Este ano, o destaque fica para os trabalhos de Vanessa e Carlinhos, além do DVD do Pequeno Cidadão, projeto de música para crianças, criado por Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto. “Meu plano era eu ficar os próximos meses parada, escrevendo um livro e disco novo só no ano que vem. Mas comecei a compor e vi que tinha músicas lindas e resolvi antecipar, fiquei na gana com um disco novo e essa parceria me da muita liberdade de compor, vai me levar para as cidades do interior, que é difícil fazer, pois é caro e eu sempre quis, irei para estados que nunca fui”. Conta Vanessa. O trabalho ainda não tem nome definido, mas será de inéditas. “Quero resgatar também alguns clássicos muito bacanas e que a moçada não conhece, como Cartola”.

Já pra Carlinhos Brown o projeto está liderando um novo repertório pra música popular brasileira. “Eu revolvi voltar pra o Brasil e trabalhar uma fase minha mais amadurecida. Deparei-me com o projeto da Natura, que me dará essa oportunidade de fazer um novo trabalho e uma nova turnê inédita. Eu quero cantar e vou conduzir esse show para teatros, eu sou muito teatral, e será uma coisa contemporânea, que eu não tenho oportunidade de fazer no carnaval”, explica Carlinhos.

Música para tudo e todos

Além de apoiar os novos e velhos talentos da música, o projeto quer disseminar o que já temos de bom. A partir de 5 de abril estará no ar dois canais de comunicação da música. O portal de música brasileira http://www.naturalmusical.com.br com cerca de 30 canais de rádio. Lá os internautas encontrarão formas de interação com a música,  uma delas é composta de várias palavras e clicando nelas vem sugestões de música relacionada com determinado assunto, tem música pra beijar, dançar, desabafar, maquiar, viajar, ler, brincar e outras. Há também vídeos com artistas contando sua relação com a música. Outro destaque é blog sobre as novidades musicais das produções brasileiras e bastidores das produções e turnês do Natura Musical.

Fábio Chiba
Os cantores e compositores Vanessa da Matta, D. Ivone Lara e Carlinhos Brown são alguns dos destaques das novidades do Natura Musical para 2010

No mesmo portal, artistas de outras áreas sem relação alguma com música, falam sobre seus gostos musicais e como isso os ajuda no trabalho, Alex Atala, um dos chefes de cozinha mais famosos do país, por exemplo, revelou como as canções o inspira na na hora de cozinhar. Já o cartunista Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica, fala sobre música para desenhar e soltar a imaginação. Ainda no site, haverá também downloads gratuitos e ilimitados de canções cedidas por artistas, o cantor e compositor Gilberto Gil, já cedeu quarto composições para serem baixadas em versões inéditas.

Outro chamariz do projeto é a Rádio Natura Musical, veiculado à principio em três rádios de São Paulo e Rio de Janeiro. O conteúdo do programa será composto por vários artistas que contam a histórias de inspiração de alguma composição marcante e de sucesso da carreira.

Som de Minas

Por aqui mais de 180 projetos de diferentes expressões artísticas participaram da 5º edição do Edital Regional, no ano passado. Os cinco escolhidos foram à cantora e compositora Aline Calixto, considerada nova revelação do samba nacional; a cantora, compositora e instrumentista Juliana Perdigão, o projeto Viva Viola que reúne em CD e turnê alguns dos melhores violeiros do país, o compositor e baterista de jaz Esdra Ferreira, o Neném, e o projeto Folias e Foliões, que vai valorizar as tradições culturais da região do Vale do Jequitinhonha.

Cerca de R$ 1 milhão foi investido em todo o edital e proporcionará para o público, entre outros projetos, a turnê de lançamento do primeiro CD de Aline Calixto, que leva seu nome e ainda irá ministrar oficinas sobre “Identidade e Representação no Sampa”, com o objetivo de compartilhar seus conhecimentos relacionadas com o estilo. Ao todo serão 12 shows a preços populares, oito deles em cidades do interior como Juiz de Fora, Uberlândia, São João Del Rei, Divinópolis, Viçosa, Diamantina, Ipatinga, e Sete Lagoas, além das capitais Belo Horizonte, Vitória (ES), Goiânia (GO) e Brasília.

Juliana Perdigão gravará também seu primeiro CD solo “Céu Aberto” que mescla faixas instrumentais e canções do choro ao surf music, num total de 12 composições inéditas, com tiragem promocional de dois mil discos. Para o lançamento, serão feitos cinco shows gratuitos em Mariana, Diamantina, Ouro Preto, São João Del Rei e Nova Lima.

O VivaViola – 60 Cordas em Movimento, lancará CD que reúne os violeiros, compositores e cantadores mineiros Chico Lobo, Pereira da Viola, Bilora, Wilson dias, Gustavo Guimarães e Joaci Ornelas. O grupo também rodará das cidades de Diamantina, Outro Preto, Congonhas, Paraty e São João Del Rei.

Já Esdra Ferreira, o Neném, compositor e baterista de jazz, lança o seu primeiro CD e DVD, com shows em BH, Rio de Janeiro e São Paulo.

Desde 2005, ao todo, 17 estados de todas as regiões do Brasil foram contemplados e mais de 500 mil pessoas beneficiadas com a iniciativa.